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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

DOENÇA DE ALZHEIMER

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença degenerativa, progressiva que compromete o cérebro causando a diminuição da memória, a dificuldade no raciocínio e pensamento e alterações comportamentais.

Considerada como uma doença rara tem um efeito devastador sobre a família e o doente.

A DA pode declarar-se a partir dos 40 anos, mas é a partir dos 60 que se verifica a sua maior incidência.

Os sintomas mais comuns são a perda gradual da memória, declínio no desempenho das tarefas quotidianas, diminuição do raciocínio crítico, desorientação temporal/espacial, mudança na personalidade, dificuldade na aprendizagem e na área da comunicação.

Nas características, o comprometimento cognitivo gradual da evolução lenta acaba por afectar as funções cognitivas específicas em geral, configurando um quadro afásico, apráxico, agnósico e amnéstico. Por isso, deve-se fazer uma avaliação cognitiva ao doente, é necessário que um estudo integral avalie a linguagem, a coordenação motora, as condições perceptivas sensoriais, a capacidade de abstracção, o raciocínio, a atenção, o cálculo e a memória.

Os aspectos económico-sociais desta doença crónica de evolução lenta, podendo durar 20 anos, e juntando-se o facto de que, nas fases avançadas, o doente torna-se completamente dependente, por si só incapaz de alimentar-se, vestir-se ou tomar banho. Por isso o seu impacto é grande tanto na sociedade economicamente, como na família – em que se estima em média 3 familiares directa ou indirectamente envolvidos, um número assustador de pessoas que são de alguma forma atingidos por esta verdadeira epidemia. Considerando que a DA ultrapassa as fronteiras da medicina, convertendo-se num grave problema económico-social, com repercussão especialmente no seio da família.

 

 

Existem factores que predispõem um indivíduo a ser acometido por esta doença, apesar desta não ter uma única causa, sendo provavelmente devida a uma combinação de factores genéticos e ambientais:

a Idade é o único factor de risco bem conhecido e inquestionável, assim como ser uma doença idade-dependente (à medida que a idade avança, maior o risco da sua ocorrência), existe mesmo quem se questione se ela não será mais do que um processo de envelhecimento acelerado, exacerbado e de aparecimento prematuro. Estudos demonstraram que se manifesta aos 80 anos aproximadamente 20%, cinco anos depois, manifesta-se já com 40%, se a demência começa antes dos 75 anos, os factores mais prováveis são a história familiar prévia ou síndrome de Down. Mas o que mais preocupa a medicina é que o envelhecimento populacional vai resultar num aumento dramático desta doença;

o Sexo, também é divulgado em vários estudos, como sendo as mulheres a ser mais afectadas do que os homens, mas não se pode esquecer que a expectativa de vida das mulheres é pelo menos 5 anos maior que a dos homens, poderá estar interligado, um assunto ainda com um futuro por esclarecer;

a Escolaridade, o nível de educação parece ser uma protecção para a DA, em principio quanto maior o número de anos de estudo menor seria o risco, apesar de ser observada com alguma reserva.

A genética está fortemente relacionada com a DA, em que o risco aumenta, cerca de 40% dos doentes possuem no seu histórico um antecedente familiar. A hereditariedade está mais vincada na DA Familiar – 15 a 20%, cujo início é precoce (antes dos 65 anos) e é muito mais rara; do que a DA Esporádica – 80 a 85%, que surge em idades mais avançadas. Identificados estão 4 genes que conferem o risco hereditário na DA.

O médico deve fazer o diagnóstico baseando-se nas informações que o familiar neste caso responsável pelo paciente lhe deverá dar: primeiros sinais de anormalidade detectados (tipo, data,…); a evolução (duração, ocorrências, alterações); casos anteriores se os houver (AVC, cardiopatias, diabetes, depressão, doenças neurológicas), quedas, desmaios, convulsões. Observar se a Memória está afectada; se o Comportamento sofreu alterações; se na Comunicação e Autonomia tem dificuldades; se na Orientação baralha dias, horários e lugares. O Exame Físico também é importantíssimo, pois à medida que a doença evolui, começam a aparecer sinais como: o “sinal de virar a cabeça” em resposta a uma pergunta que lhes é feita procurando o acompanhante para que seja este a responder; alterações dos reflexos; sinais que surgem em cerca de 35% dos doentes, a bradicinesia e a rigidez; sinal de Babinski positivo; mioclonias ( 7 a 10% dos doentes são afectados); estereotipias motoras.

Na Doença de Alzheimer consideram-se 4 fases:

a Fase Inicial, que é a mais crítica de todas elas, em que os sintomas por vezes andam encobertos com o processo natural do envelhecimento, teoricamente esta fase varia entre 2 a 4 anos;

a Fase Intermédia, em que o doente já se encontra em total dependência necessitando de supervisão e cuidados dia e noite e manifesta-se a apatia a inafectividade, surgem também as afasias, as apraxias e as agnosias, que são todas elas perdas significativas do poder do doente na fala, na escrita; nos movimentos; no reconhecimento perceptivo sensorial, auditivo, visual, táctil. O facto de falar é um elo que tentam manter com a realidade através de algumas recordações antigas. Mas o mais duro para as famílias é quando passam a não reconhecer as pessoas mais próximas e podem mesmo não se reconhecer ao espelho. Esta fase pode ir de 3 a 5 anos e caracteriza-se principalmente pelo agravamento da fase inicial;

a Fase Final, se a DA surgiu muito cedo no doente mais rápida vai ser a sua evolução, mas por vezes os pacientes que foram tratados com os medicamentos adequados e tiveram uma boa orientação familiar, apresentam uma melhor qualidade de vida. Nesta piora o de estado de apatia e prostração, tudo se resume ao confinamento na cama ou no sofá, indiferença ao ambiente que os cerca, à incapacidade de se expressar ou mesmo de sorrir. Aparece também a incontinência urinária e fecal. A duração desta fase varia de caso para caso, invariavelmente caminham para a fase terminal;

a Fase Terminal, os doentes acabam por adoptar uma posição  conhecida como paraplegia em flexão ou chamada de posição fetal: os membros superiores ficam em posição flectida junto ao tórax, a cabeça pende em direcção ao peito, os membros inferiores tornam-se inextensíveis e irrecuperáveis e a coluna também se flexiona.

Existem actualmente tratamentos disponíveis para melhorar a cognição, retardar a evolução e tratar os sintomas e as alterações de comportamento. São três “drogas” com a mesma acção farmacológica e com poucos efeitos secundários: a donepesila, a rivastigmina e a galantemina.

Apesar de não existir tratamento curativo para a Doença de Alzheimer, o diagnóstico precoce é fundamental no retardamento do aparecimento de complicações e na aplicação imediata da terapêutica medicamentosa. Há muitos esforços para encontrar a cura ou o controlo desta doença, porque é angustiante para o doente e atinge particularmente os familiares responsáveis. Mas uma nova esperança pode surgir no horizonte, uma vacina de DNA contra a Doença de Alzheimer testada em ratos surpreendeu pelos resultados, que parecem promissores. Talvez seja este o futuro destes pacientes…

publicado por Dreamfinder às 17:10

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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

DOENÇA DE ALZHEIMER - DA

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença degenerativa, progressiva que compromete o cérebro causando a diminuição da memória, a dificuldade no raciocínio e pensamento e alterações comportamentais.

Considerada como uma doença rara tem um efeito devastador sobre a família e o doente.

A DA pode declarar-se a partir dos 40 anos, mas é a partir dos 60 que se verifica a sua maior incidência.

Os sintomas mais comuns são a perda gradual da memória, declínio no desempenho das tarefas quotidianas, diminuição do raciocínio crítico, desorientação temporal/espacial, mudança na personalidade, dificuldade na aprendizagem e na área da comunicação.

Nas características, o comprometimento cognitivo gradual da evolução lenta acaba por afectar as funções cognitivas específicas em geral, configurando um quadro afásico, apráxico, agnósico e amnéstico. Por isso, deve-se fazer uma avaliação cognitiva ao doente, é necessário que um estudo integral avalie a linguagem, a coordenação motora, as condições perceptivas sensoriais, a capacidade de abstracção, o raciocínio, a atenção, o cálculo e a memória.

Os aspectos económico-sociais desta doença crónica de evolução lenta, podendo durar 20 anos, e juntando-se o facto de que, nas fases avançadas, o doente torna-se completamente dependente, por si só incapaz de alimentar-se, vestir-se ou tomar banho. Por isso o seu impacto é grande tanto na sociedade economicamente, como na família – em que se estima em média 3 familiares directa ou indirectamente envolvidos, um número assustador de pessoas que são de alguma forma atingidos por esta verdadeira epidemia. Considerando que a DA ultrapassa as fronteiras da medicina, convertendo-se num grave problema económico-social, com repercussão especialmente no seio da família.

Existem factores que predispõem um indivíduo a ser acometido por esta doença, apesar desta não ter uma única causa, sendo provavelmente devida a uma combinação de factores genéticos e ambientais:

a Idade é o único factor de risco bem conhecido e inquestionável, assim como ser uma doença idade-dependente (à medida que a idade avança, maior o risco da sua ocorrência), existe mesmo quem se questione se ela não será mais do que um processo de envelhecimento acelerado, exacerbado e de aparecimento prematuro. Estudos demonstraram que se manifesta aos 80 anos aproximadamente 20%, cinco anos depois, manifesta-se já com 40%, se a demência começa antes dos 75 anos, os factores mais prováveis são a história familiar prévia ou síndrome de Down. Mas o que mais preocupa a medicina é que o envelhecimento populacional vai resultar num aumento dramático desta doença;

o Sexo, também é divulgado em vários estudos, como sendo as mulheres a ser mais afectadas do que os homens, mas não se pode esquecer que a expectativa de vida das mulheres é pelo menos 5 anos maior que a dos homens, poderá estar interligado, um assunto ainda com um futuro por esclarecer;

a Escolaridade, o nível de educação parece ser uma protecção para a DA, em principio quanto maior o número de anos de estudo menor seria o risco, apesar de ser observada com alguma reserva.

A genética está fortemente relacionada com a DA, em que o risco aumenta, cerca de 40% dos doentes possuem no seu histórico um antecedente familiar. A hereditariedade está mais vincada na DA Familiar – 15 a 20%, cujo início é precoce (antes dos 65 anos) e é muito mais rara; do que a DA Esporádica – 80 a 85%, que surge em idades mais avançadas. Identificados estão 4 genes que conferem o risco hereditário na DA.

O médico deve fazer o diagnóstico baseando-se nas informações que o familiar neste caso responsável pelo paciente lhe deverá dar: primeiros sinais de anormalidade detectados (tipo, data,…); a evolução (duração, ocorrências, alterações); casos anteriores se os houver (AVC, cardiopatias, diabetes, depressão, doenças neurológicas), quedas, desmaios, convulsões. Observar se a Memória está afectada; se o Comportamento sofreu alterações; se na Comunicação e Autonomia tem dificuldades; se na Orientação baralha dias, horários e lugares. O Exame Físico também é importantíssimo, pois à medida que a doença evolui, começam a aparecer sinais como: o “sinal de virar a cabeça” em resposta a uma pergunta que lhes é feita procurando o acompanhante para que seja este a responder; alterações dos reflexos; sinais que surgem em cerca de 35% dos doentes, a bradicinesia e a rigidez; sinal de Babinski positivo; mioclonias ( 7 a 10% dos doentes são afectados); estereotipias motoras.

Na Doença de Alzheimer consideram-se 4 fases:

a Fase Inicial, que é a mais crítica de todas elas, em que os sintomas por vezes andam encobertos com o processo natural do envelhecimento, teoricamente esta fase varia entre 2 a 4 anos;

a Fase Intermédia, em que o doente já se encontra em total dependência necessitando de supervisão e cuidados dia e noite e manifesta-se a apatia a inafectividade, surgem também as afasias, as apraxias e as agnosias, que são todas elas perdas significativas do poder do doente na fala, na escrita; nos movimentos; no reconhecimento perceptivo sensorial, auditivo, visual, táctil. O facto de falar é um elo que tentam manter com a realidade através de algumas recordações antigas. Mas o mais duro para as famílias é quando passam a não reconhecer as pessoas mais próximas e podem mesmo não se reconhecer ao espelho. Esta fase pode ir de 3 a 5 anos e caracteriza-se principalmente pelo agravamento da fase inicial;

a Fase Final, se a DA surgiu muito cedo no doente mais rápida vai ser a sua evolução, mas por vezes os pacientes que foram tratados com os medicamentos adequados e tiveram uma boa orientação familiar, apresentam uma melhor qualidade de vida. Nesta piora o de estado de apatia e prostração, tudo se resume ao confinamento na cama ou no sofá, indiferença ao ambiente que os cerca, à incapacidade de se expressar ou mesmo de sorrir. Aparece também a incontinência urinária e fecal. A duração desta fase varia de caso para caso, invariavelmente caminham para a fase terminal;

a Fase Terminal, os doentes acabam por adoptar uma posição  conhecida como paraplegia em flexão ou chamada de posição fetal: os membros superiores ficam em posição flectida junto ao tórax, a cabeça pende em direcção ao peito, os membros inferiores tornam-se inextensíveis e irrecuperáveis e a coluna também se flexiona.

Existem actualmente tratamentos disponíveis para melhorar a cognição, retardar a evolução e tratar os sintomas e as alterações de comportamento. São três “drogas” com a mesma acção farmacológica e com poucos efeitos secundários: a donepesila, a rivastigmina e a galantemina.

Apesar de não existir tratamento curativo para a Doença de Alzheimer, o diagnóstico precoce é fundamental no retardamento do aparecimento de complicações e na aplicação imediata da terapêutica medicamentosa. Há muitos esforços para encontrar a cura ou o controlo desta doença, porque é angustiante para o doente e atinge particularmente os familiares responsáveis. Mas uma nova esperança pode surgir no horizonte, uma vacina de DNA contra a Doença de Alzheimer testada em ratos surpreendeu pelos resultados, que parecem promissores. Talvez seja este o futuro destes pacientes…

publicado por Dreamfinder às 11:09

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